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Dos palcos para as telas, espetáculo "Virilhas" ganha versão online

  • Foto do escritor: Tadeu Ramos
    Tadeu Ramos
  • 12 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 5 de jun. de 2022

Os atores Marcos Davi e Leonardo Vieira Teles contracenam para falar do fim ou da impossibilidade do amor.


Foto: Rafael Salmona


Um homem, comandado por uma paixão, consegue levar o amado para dentro de um apartamento. Joga fora o celular e esconde a chave da porta. Por quase uma semana, busca uma resposta: por que você me deixou?


A peça, que já passou por outras temporadas em Brasília e em São Paulo, retorna, dessa vez, com a intenção de estrear a abertura gradual de projetos da Casa dos Quatro. No primeiro momento o teatro decidiu por manter as portas fechadas para o público presencial para garantir a segurança dos atores e equipe envolvidas. “Num segundo momento, quando sentirmos que há segurança suficiente para abrir as portas da casa para o público, a ideia é que iniciemos uma temporada de projetos híbridos onde as telas e o palco se unem para atingir um número maior de pessoas nesse cenário atual que vivemos e garantir a sobrevivência do nosso teatro” diz Rafael Salmona, produtor do espetáculo e da Casa dos Quatro.


Virilhas é um espetáculo que pretende ser lírico, violento, amoroso e carregado de mágoas”, define Alexandre Ribondi. Apesar de ser uma história vivida por dois homens, a peça não trata sobre a temática homossexual. O diretor explica que a intenção é “ultrapassar fronteiras, universalizar as experiências vividas, no palco, pelo que se costuma definir como minoria”.


Os atores atuam despidos em um cenário com poucos detalhes. O apartamento, em que acontece a história, está completamente fechado e passa por uma reforma, como a vida dos personagens. Ribondi conta que em cada montagem precisa responder a seguinte pergunta: “Por que o meu personagem, ao acabar a peça, está exatamente como quando ela começou? A sua não-transformação, a sua incapacidade de ver as vantagens de ser outra pessoa servem, ao meu ver, para que o público – ele, sim! – se dê conta da necessidade da transformação”, disse.


Fotos: Rafael Salmona


Sobre a peça


Num apartamento ainda em obras, as janelas e as portas foram fechadas a cadeado. Os celulares, jogados pela janela. Lá dentro, dois homens têm vontades opostas: um quer ir embora, esquecer o que aconteceu e o que sentiu. O outro, por acreditar que “um coração nunca se cura do amor”, quer ficar. Durante cerca de 50 minutos, os dois usam todos os recursos que têm, inclusive seus corpos e sua sexualidade, para conseguirem o que querem. É esta a trama da peça Virilhas, escrita por Alexandre Ribondi. As personagens são carregadas de sensualidade, erotismo, solidão e desejos. Juntos, buscam a liberdade, a vingança amorosa, o gozo sexual e a felicidade – mesmo que cada um queira ser feliz à sua maneira.


Sobre Alexandre Ribondi


Alexandre Ribondi. nasceu em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, em

12 de dezembro de 1952. Mudou-se para Brasília em 1968, quando ainda cursava o ensino médio, e formou-se em Jornalismo na Universidade de Brasília (UnB). Atua no teatro desde 1970, tendo trabalhado com os grandes nomes da cena brasiliense, em obras como “Mandala”, direção de Lais Aderne (1970); “Os Rapazes da Banda”, direção de Dimer Monteiro (1981); “A Mandrágora” (1984) e “Eckhart, o cruel” (1985), sob direção de Ricardo Torres; “O Rei da Vela”, direção de Hugo Rodas, (1986); “Decamerão”, direção de Miriam Virna (2002); “Língua” (1992) e “Viúva, Porém Honesta (1996), dirigidas por Adriano e Fernando Guimarães e Hugo Rodas.


Atuou e dirigiu ainda peças como “Manga Preta” (1982), “Filó Brasiliense” (1983), “O Homem que Cheirava a Flores” (2004), “Solitário e Barato” (2006), “A Última Vida de Um Gato” (2006), “Virilhas” (2007/2008), “Uma Ilha Para Três” (2008), “Cru” (2009) e “As Invejosas” (2010).


Trabalhou também, como ator e diretor, em Portugal, França e Alemanha. Sua peça “Abigail É Mais Velha Que Procópio” foi traduzida para o sueco. “Memória da Terra”, um dos contos do seu livro “Na Companhia dos Homens”, foi adaptado para o teatro e teve temporada em Portugal.


Ficha técnica

Texto e direção: Alexandre Ribondi

Produção e direção técnica: Rafael Salmona

Equipe técnica: Josias Alves e Rui Miranda

Classificação indicativa: 18 anos


VIRILHAS


Temporada: De 20 de Novembro a 12 de Dezembro⠀

Horário: Sextas e Sábados, às 21h⠀

Local: Plataforma Zoom

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia) Compre aqui.

Classificação: 18 anos


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