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Coletivo Labirinto lança o projeto Histórias de Nossa América com um ciclo de leituras encenadas

  • Foto do escritor: Tadeu Ramos
    Tadeu Ramos
  • 12 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 5 de jun. de 2022

Evento reúne nove textos dramatúrgicos de nove países latino-americanos diferentes.

Acontecerá em três fases (novembro, janeiro e fevereiro), em 09 encontros semanais que abordam um texto por vez. Cada leitura dramatizada contará com uma direção diferente, colocando as diversas dramaturgias em diálogo com a visão dos diversos diretores convidados. Ao final de cada leitura, o Coletivo mediará uma reflexão com o público sobre os dispositivos e procedimentos dramatúrgicos de cada obra, bem como de suas temáticas e abordagens. 


Os encontros serão às quartas-feiras, a partir das 20h, e acontecerão por uma plataforma de vídeo-chamada. A entrada é gratuita. Para participar, basta preencher breve inscrição que será disponibilizada nas redes sociais do Coletivo no início de cada semana de evento. 


Sobre o projeto “Histórias de nossas Américas”


O Coletivo Labirinto, núcleo de pesquisa e criação cênica que investiga a relação dos sujeitos com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea, foi selecionado pela 35ª. Edição do Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo para a realização do seu projeto “Histórias de Nossa América”. 

“Histórias de Nossa América” é o nome dado para o conjunto de ações continuadas do Coletivo que se estenderá de agora até o início de 2022, e que incluem a montagem de dois espetáculos inéditos, a circulação de seu repertório por escolas públicas, um laboratório continuado de pesquisa aberto ao público, a criação e lançamento de seu site, a primeira edição da Revista impressa O Labirinto e um Ciclo de Leituras Encenadas de dramaturgia latino-americana. Em comum, todas as ações têm como referencial o diálogo histórico, social e político das “Crônicas de Nuestra América” que Augusto Boal escreveu quando exilado pelo regime militar brasileiro nos anos 70 com os dias de hoje - de processos políticos conturbados novamente pelo fantasma da repressão, em paralelo a um cenário artístico efervescente.  


Nas últimas semanas o Coletivo Labirinto reestruturou todo o projeto, adaptando-o para a realidade instaurada com a pandemia da COVID-19, de incertezas sanitárias e teatros fechados. Algumas ações foram reestruturadas para acontecerem virtualmente e é a partir delas que o Coletivo inicia esta jornada, mais especificamente com o CICLO DE LEITURAS ENCENADAS. No primeiro semestre de 2021 está prevista a montagem do espetáculo ONDE VIVEM OS BÁRBAROS.


Segue abaixo a relação dos textos que serão lidos, seus autores e as direções convidadas para cada semana: 


CICLO DE LEITURAS ENCENADAS – FASE 01 – NOVEMBRO DE 2020


18/11 - BONITA, de Dione Carlos – Brasil (2015); direção: Malú Bazán

A obra retrata a vida de Maria Bonita (1911-1938), mulher de Lampião. A relação da personagem com a sexualidade, a violência e o companheiro norteiam a trama e apresenta a participação das mulheres no Cangaço.


25/11 – EU QUIS GRITAR, de Tânia Cárdenas Paulsen – Colômbia (2017); direção: Érica Montanheiro 

A história de Nina e seu marido. Passando por zonas extremamente violentas, vemos a deterioração da relação do casal e a metamorfose de Nina, que vai se transformando em uma mulher que, pouco a pouco, devora seu esposo.


02/12 – A VIDA EXTRAORDINÁRIA, de Mariano Tenconi Blanco – Argentina (2018); direção: Lavínia Pannunzio

Duas vidas comuns. Sem grandes conquistas, histórias trágicas ou aventuras inesquecíveis. Aurora e Blanca são amigas de uma vida toda. Ambas de Ushuaia. Aurora é professora, se casa, tem um filho, um amante, um marido. E escreve poesia. Blanca é costureira, mora com a mãe, tem um namorado, depois outro, depois outro, sofre sempre. E também escreve poesia. Duas vidas comuns. Amizade e literatura como aparência do extraordinário. Talvez um milagre. Como a vida.


A realização desse Ciclo de Leituras Encenadas - além da contribuição que possui em si para o entendimento do teatro realizado na cidade de São Paulo em diálogo com a produção dramatúrgica dos países vizinhos ao Brasil - também deve ser entendida como uma ação de produção de conhecimento e ampliação do acesso à arte, envolvendo a tradução de oito textos teatrais de língua espanhola para a portuguesa. A tradução desses textos é realizada pelos integrantes do Coletivo Labirinto, com revisão da encenadora e tradutora Malú Bazán. Sua compilação é a base para a formação de um acervo digital permanente, que será disponibilizado gratuitamente no site do Coletivo.


FICHA TÉCNICA – CICLO DE LEITURAS ENCENADAS – HISTÓRIAS DE NOSSA AMÉRICA

ELENCO: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Fábia Mirassos, Jhonny Salaberg, Marina Vieira, Ton Ribeiro e Wallyson Mota

DIRETORES CONVIDADOS: Malú Bazan, Érica Montanheiro, Lavínia Pannunzio, Carlos Canhameiro, Rudifran Pompeu, Dagoberto Feliz, Joana Dória, Rubens Velloso e Janaína Leite

AUTORES: Dione Carlos (Brasil), Tânia Cárdenas Paulsen (Colômbia), Mariano Tenconi Blanco (Argentina), Gabriel Calderón (Uruguai), Ana Melo (Venezuela), Aristides Vargas (Equador), Yunior García Aguilera (Cuba), Vanessa Vizcarra (Peru) e Claudia Rodriguez (Chile).

TRADUÇÃO: Coletivo Labirinto e Malú Bazán

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