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José Fernando Peixoto de Azevedo dirige montagem de Um Inimigo do Povo, do norueguês Henrik Ibsen

  • Foto do escritor: Tadeu Ramos
    Tadeu Ramos
  • 5 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Com referência ao clássico ‘A Noite dos Mortos Vivos’, de George A. Romero, o espetáculo estreia no Teatro Aliança Francesa

Foto: Ronaldo Gutierrez


O conceituado encenador José Fernando Peixoto de Azevedo radicaliza as questões políticas propostas pelo clássico teatral Um Inimigo do Povo, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906). O espetáculo homônimo estreia no Teatro Aliança Francesa.


Com uma crítica extremamente atual, o texto de Ibsen acompanha o drama do médico Thomas Stockmann, que é ameaçado pelos interesses econômicos e a corrupção do poder público ao descobrir e denunciar que as águas de sua cidade – cuja principal atividade é um balneário e termas – estão contaminadas.


O anúncio gera um enorme conflito quando os empresários locais mobilizam, com apoio da imprensa, a opinião pública contra o protagonista, transformando o herói da cidade em um inimigo do povo – a massa forjada nos confrontos de poder. E tudo ganha uma proporção ainda maior porque ele é irmão do prefeito e casado com a filha adotiva de um grande empresário.


O diálogo com o audiovisual não para por aí. Assim como em outros trabalhos dirigidos por Azevedo, como a bem-sucedida montagem de As Mãos Sujas (2019), de Sartre, a nova peça traz para o palco um dispositivo em que a câmera contracena com os atores, desdobrando-se na materialidade da imagem, em jogo.


A discussão proposta pelo dramaturgo norueguês ainda é radicalizada pela presença de atores negros no elenco –, trazendo para a cena a dimensão dos conflitos raciais que nos tomam no tempo presente e também contribui para a discussão sobre a presença de artistas negros no teatro brasileiro.


Ronaldo Gutierrez


Todas essas questões são acentuadas pelo impacto do momento em que vivemos, já que a contaminação das águas proposta pela peça escrita em 1882 pode ser facilmente comparada à pandemia de Covid-19 e as nefastas disputas políticas e econômicas em torno da catástrofe, diariamente televisionadas.


Ficha Técnica


Texto: Henrik Ibsen

Tradução: Pedro Mantiqueira

Revisão de tradução: Karl Erik Schøllhammer

Dispositivo de cena e Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo

Elenco: Augusto Pompeo, Cesar Baccan, Clara Carvalho, Lilia Regina, Lucas Scalco, Raphael Garcia, Rodrigo Scarpelli, Rogério Brito, Sérgio Mastropasqua e Thiago Liguori

“Ponto” em jogo: Tatah Cardozo

Direção Musical e Live-Electronics: Thiago Liguori

Câmera e edição de imagens: André Voulgaris

Desenho de luz: Gabriel Greghi e Wagner Pinto

Figurino: Anne Cerutti

Assistente de Direção: Lucas Scalco

Preparação corporal: Tarina Quelho

Cenotécnico: Douglas Caldas

Operador de luz: Gabriel Greghi e Jonas Ribeiro

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Programador Visual: Rafael Oliveira

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Estágio de direção: Tatah Cardozo

Diretor de Produção: Cesar Baccan

Produtor Executivo: Marcelo Ullmann

Assistente de Produção: Lúcia Rosa

Assistente de Produção: Rebeca Oliveira

Co-Produção: Kavaná Produções

Produção e Realização: Baccan Produções



UM INIMIGO DO POVO

Temporada: De 07 de Abril e 01 de Maio

Horário: De Quinta a Sábado, às 20h | Domingos, às 18h

Local: Rua General Jardim 182 – Vila Buarque

Ingressos:

Quintas e Sextas - R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia) | Compre aqui

Sábados e Domingos - R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia) | Compre aqui

Duração: 180 minutos (intervalo de 15 min)

Capacidade: 226 lugares

Classificação: 12 anos

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